HINO A APOLO DÉLIO: TRADUÇÃO INÉDITA

Os chamados “hinos homéricos” chegaram até nós através de cópias medievais que derivam, segundo se presume, de uma compilação feita no século V de nossa era, atribuída ao neoplatônico Proclo; supõe-se que essa compilação que se reportava a uma outra, da época clássica. Nas cópias ainda hoje disponíveis, chama-se de “Hino a Apolo” um texto com quinhentas e quarenta e seis linhas; esse texto é também indicado pelos helenistas como “Terceiro Hino Homérico”, em função da ordem em que aparece nos manuscritos derivados da coletânea “de Proclo”.

Além dos hinos homéricos, dita coletânea encerrava outros poemas, entre os quais os hinos órficos e os hinos de autoria do erudito neoplatônico. É consenso dos filólogos que algumas misturas aconteceram no processo que trouxe a nós tal coletânea… O caso do Terceiro Hino Homérico, em particular, tem suscitado muitas controvérsias. Estou entre aqueles que consideram o texto assim denominado o resultado de uma fusão artificial (resultante de um acidente da tradição) de dois hinos: o Hino a Apolo Délio e o Hino a Apolo Délfico.

Apresento aqui, como um brinde aos leitores de meu site, uma tradução do Hino a Apolo Délio, com base no texto estabelecido por T. W. Allen e E. E. Sikes (edição revisada por W. R. Halliday e dada a público em 1936 pela Clarendon Press, em Oxford). A tradução tem como base escolhas filológicas que aqui não há espaço para justificar. Também não vou incluir nesta amostra minhas reflexões, análises, hipóteses e notas sobre este hino – um estudo que pretendo fazer mais tarde, quando tiver tempo. Por enquanto, fica o aperitivo poético para meus leitores…

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