Hino homérico II – a Deméter

Tradução direta do grego antigo, com introdução e notas (quase verso a verso).  Inclui um ensaio interpretativo feito em colaboração com Marina Martinelli. Esta obra esteve entre as dez finalistas do  Prêmio Jabuti de 2010 para tradução.  O Hino Homérico II a Deméter é uma obra prima composta, ao que tudo indica, em fins do século VII antes de Cristo. A introdução trata da história do texto e de suas relações com as tradições homérica e hesiódica, assim como de suas ligações com a literatura “órfica”. Discorre ainda sobre seu substrato mítico-ritual, que  tem a ver com os famosos mistérios eleusinos. O ensaio encerra um estudo antropológico dos mitos relacionados com Deméter e Perséfone, considerando variantes e paralelos históricos e etnográficos.  Contém ainda  uma análise literária do poema e faz referência aos principais estudos sobre o mesmo.

Editora: Editora Odysseus
Autor(es): Ordep Serra (trad.)

372 páginas
1ª edição (2009)
Assunto:

Literaturas Clássicas, Antropologia, Antropologia das Sociedades Clássicas, Estudos Clássicos, HINO HOMÉRICO A DEMETER, Lírica Grega, Deméter, Perséfone, Hinos Homéricos, Elêusis, Mistérios, poesia grega clássica.

ISBN:
978-85-7876-002-1

Trecho:

Deméter dos belos cabelos, a augusta, começo a cantar

E a filha de pés delicados, que Aidoneus raptou

Com o consenso de Zeus, o de altíssona voz reboante,

Quando, longe da frútil Deméter do glaivo dourado

Com as Oeânides moças de túmidos seios, brincava                                                     5

De flores colher: rosas, crocos e violetas formosas

Que na blandície do prado com íris juntava, e jacintos

E — sedução para a moça de flórea face — o narciso

Que, acorde com Zeus, gerou Gea, em prol do Hospedeiro de Muitos —

Maravilha de grande esplendor, fascínio de quantos o vissem,                                               10

Quer fossem deuses eternos, quer fossem homens mortais.

Cem corolas de sua raiz lhe brotaram, e à sua fragrância

O amplo céu lá de cima sorriu, e a vastíssima terra

E o salso mar também, de vagas volúveis em voga.


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