“O intelectual de Xangô”, Reportagem

Leiam no Caderno 2 do jornal A Tarde (versão impressa ou digital, disponível apenas para assinantes) de 27/12/2010 reportagem sobre e entrevista com Ordep Serra.

Trechos:

” Ordep Serra é muito conhecido como um dos melhores antropólogos da Bahia. Tive uma grata surpresa quando abri o envelope este ano e vi seu nome mais uma vez como vencedordo maior prêmio de literatura do Estado”. As breves credenciais de Ordep Serra, 67 anos, escritor bicampeão (2008-2010) do Prêmio Nacional de Literatura da Academia de Letras da Bahia (ALB)/Braskem, são do professor e diretor geral de A TARDE, Edivaldo M. Boaventura, presidente da ALB.
Ronda: Oratório Malungo (Ficções de Olufihan) é o títuloda obra de Ordep considerada, no último dia 7 de dezembro, a melhor ficção afro-brasileira inscrita no concurso deste ano.

[…]  Ordep considera Ronda uma ficção mais afro-baiana do que afro-brasileira.

“Ronda é um livro tipicamente afro-baiano, o dialeto é o do Recôncavo. Modificado, claro, porque quando a gente escreve uma obra literária a gente muda, tempera a linguagem com outras coisas”.

Bicampeonato

Ordep Serra venceu o Prêmio ALB/Braskem pela primeira vez em 2008 com o livro de contos Sete Portas, também ambientado em Cachoeira.

“Sete Portas é um livro maduro, inventivo no trabalho com a linguagem e muito humano, aspecto que considero mais marcante”, avalia o escritor Carlos Ribeiro, membro da Academia de Letras da Bahia, para quem o bicampeonato de Ordep não foi surpresa.

“Ele trabalha os elementos da cultura do Recôncavo com mão firme de escritor, de maneira inventiva e muito humor”, comenta Ribeiro sobre Ordep.

Outro acadêmico da ALB que exalta a literatura de Ordep é Ruy Espinheira.“ Os trabalhos dele mostram não só talento, mas inteligência e erudição”.

Bicampeão do Prêmio Braskem de Literatura!

No momento, estou muito contente, porque ganhei o Prêmio Nacional de Literatura Brasken – ALBA pelo segundo ano consecutivo. Novamente com ficção. Desta vez, o concurso se voltou para “Literatura afro-brasileira”. O livro se chama “Ronda: Oratório Malungo”. Este é meu terceiro prêmio nacional de Literatura.